Um homem que alegou ter estuprado uma mulher porque estaria sob os efeitos do veneno de uma aranha foi condenado a seis anos de prisão na Austrália.
Philip Ronald Spiers admitiu ao tribunal sentir remorso pelo que fez e contou que 12 dias antes de cometer o estupro havia sido picado por uma aranha. Ele disse ter procurado o hospital sentindo fortes dores de cabeça e sensibilidade à luz e afirmou que dias depois foi diagnosticado com meningite viral.
Ele alegou ao juiz que o veneno da aranha havia provocado uma reação que o levou a cometer o estupro, mas o juiz Peter Berman não acreditou nas explicações.
Segundo reportagem do jornal Sydney Morning Herald, Spiers - que tinha 31 anos quando o crime ocorreu, em 1997 - ficou esperando do lado de fora de um supermercado na cidade de Maitland até que a vítima, que trabalhava como caixa, saísse do trabalho.
Assim que ela deixou o supermercado, Spiers a ameaçou com uma faca, a jogou dentro de seu carro e dirigiu até um local afastado, onde cometeu o estupro.
Em seguida, ele lavou a vítima com um álcool utilizado para fins industriais para apagar vestígios que pudessem identificá-lo como autor do crime.
Spiers deixou a mulher na mala do carro e ligou para a família dela duas horas mais tarde para que fosse buscá-la.
Ele só foi denunciado pelo crime em 2005, depois de ter se recusado a participar de um anúncio na televisão para a empresa onde trabalhava e de ter confidenciado a uma amiga que havia feito "uma coisa há muito tempo da qual se envergonhava" e de dizer que "não gostaria de ser reconhecido".
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Grito de Tarzan não pode ser patenteado, diz União Européia
O grito que marca a identidade do personagem Tarzan há décadas poderá ser utilizado sem restrições por qualquer pessoa ou empresa em toda a União Européia.
Depois de uma batalha judicial que se arrastou por dez anos, o Escritório para Harmonização do Mercado Interno (OAMI, na sigla em inglês), responsável pelo controle de patentes no bloco, decidiu que o som símbolo do rei das selvas não cumpre os requisitos para ser uma marca registrada, como solicitavam os herdeiros do americano Edgar Rice Burroughs, criador do personagem.
Se o pedido fosse aceito, a empresa Burroughs poderia faturar milhões de euros vendendo os direitos autorais do grito de Tarzan para campanhas publicitárias, jogos de vídeo, brinquedos, sons de telefone e outros fins.
Entretanto, a OAMI alega que o grito criado para o personagem não se enquadra na legislação européia, que permite o registro de sons que possam ser representados em notas musicais.
A organização também afirma que o documento, encaminhado por R G C Jenkins & Co, uma companhia londrina de propriedade intelectual que representa a empresa de Burroughs, não explica claramente como é o som.
Fenômeno sonoro
O texto do pedido inclui um gráfico representando a variação de frequência do grito e explica que a “marca” de Tarzan “consiste em cinco fases distintas: uma nota sustentada, seguida por uma ululação, seguida por outra nota sustentada numa freqüência mais alta, seguida por ululação, seguida por uma nota sustentada na freqüência inicial”.
“A partir dessa imagem é impossível reconhecer se o fenômeno sonoro descrito é uma voz humana ou outra coisa. Por exemplo, o som de violinos, de sinos ou dos latidos de um cão”, a OAMI concluiu no final de setembro.
Mas o escritório londrino não dá a luta por terminada: dará entrada em um novo processo, desta vez incluindo um arquivo sonoro do famoso grito, como permitem novas regras européias.
“Qualquer pessoa entre 5 e 105 anos que escute esse som saberia que é Tarzan”, Stephen James, um dos sócios de R G C Jenkins & Co, disse ao jornal britânico The Times. A dificuldade é “colocar um som no papel”, lamentou.
Burroughs mencionou o grito de Tarzan pela primeira vez em seu livro Tarzan dos Macacos, lançado em 1913. O personagem estreou no cinema em 1918, mas foi o nadador Johnny Weissmüller quem interpretou o primeiro Tarzan do cinema falado, em 1932.
Depois de uma batalha judicial que se arrastou por dez anos, o Escritório para Harmonização do Mercado Interno (OAMI, na sigla em inglês), responsável pelo controle de patentes no bloco, decidiu que o som símbolo do rei das selvas não cumpre os requisitos para ser uma marca registrada, como solicitavam os herdeiros do americano Edgar Rice Burroughs, criador do personagem.Se o pedido fosse aceito, a empresa Burroughs poderia faturar milhões de euros vendendo os direitos autorais do grito de Tarzan para campanhas publicitárias, jogos de vídeo, brinquedos, sons de telefone e outros fins.
Entretanto, a OAMI alega que o grito criado para o personagem não se enquadra na legislação européia, que permite o registro de sons que possam ser representados em notas musicais.
A organização também afirma que o documento, encaminhado por R G C Jenkins & Co, uma companhia londrina de propriedade intelectual que representa a empresa de Burroughs, não explica claramente como é o som.
Fenômeno sonoro
O texto do pedido inclui um gráfico representando a variação de frequência do grito e explica que a “marca” de Tarzan “consiste em cinco fases distintas: uma nota sustentada, seguida por uma ululação, seguida por outra nota sustentada numa freqüência mais alta, seguida por ululação, seguida por uma nota sustentada na freqüência inicial”.
“A partir dessa imagem é impossível reconhecer se o fenômeno sonoro descrito é uma voz humana ou outra coisa. Por exemplo, o som de violinos, de sinos ou dos latidos de um cão”, a OAMI concluiu no final de setembro.
Mas o escritório londrino não dá a luta por terminada: dará entrada em um novo processo, desta vez incluindo um arquivo sonoro do famoso grito, como permitem novas regras européias.
“Qualquer pessoa entre 5 e 105 anos que escute esse som saberia que é Tarzan”, Stephen James, um dos sócios de R G C Jenkins & Co, disse ao jornal britânico The Times. A dificuldade é “colocar um som no papel”, lamentou.
Burroughs mencionou o grito de Tarzan pela primeira vez em seu livro Tarzan dos Macacos, lançado em 1913. O personagem estreou no cinema em 1918, mas foi o nadador Johnny Weissmüller quem interpretou o primeiro Tarzan do cinema falado, em 1932.
Assinar:
Postagens (Atom)